O braço armado do grupo militante Hamas prometeu vingar a morte de dois de seus combatentes em uma ação do Exército israelense na Cisjordânia.
"Os crimes do inimigo sionista contra nosso povo não vão passar sem que o inimigo pague o preço justo por essas violações", disse a declaração oficial das Brigadas Izz el-Deen al-Qassam.
"Nós convocamos nossas células de resistência a responder a esses crimes e a ensinar ao iminigo uma lição."
O Hamas já havia acusado Israel de violar o cessar-fogo que vigora há cinco semanas por causa do ataque a seus militantes.
'Agressão'
"O Hamas vai discutir o ataque, mas nós não podemos nos calar diante de tal violação e agressão", disse antes Ismail Abu Shanab, um dos líderes do grupo.
Shanab disse também que o movimento estaria reavaliando o seu comprometimento com o cessar-fogo.
Os dois militantes do Hamas foram mortos durante uma incursão do Exército israelense em um campo de refugiados em Nablus (Cisjordânia).
Segundo o governo israelense, os soldados foram recebidos com tiros ao cercarem um prédio em que militantes do Hamas estariam escondendo armas e explosivos e planejando atentados contra Israel.
Um soldado israelense morreu na operação.
Como resposta, o Exército israelense lançou mísseis contra o prédio.
Os corpos de dois militantes do Hamas foram descobertos do local depois.
Na avaliação dos correspondentes da BBC na região, o incidente é o mais grave desde que o cessar-fogo foi declarado.