O presidente americano, George W.Bush, voltou a dizer nesta quarta-feira que o muro que Israel está construindo no território palestino na Cisjordânia é um problema para a concretização do processo de paz.
Falando a jornalistas de seu rancho no Texas, Bush disse que os americanos estiveram conversando com autoridades israelenses sobre o muro, que está programado para ter 600 km de cumprimento e 8 metros de altura.
O presidente americano já havia criticado a construção do muro em outras ocasiões. Mas na semana passada, durante visita do primeir-ministro de Israel a Washington, Bush disse entender que o assunto era delicado.
O presidente, no entanto, não falou sobre as notícias de que os Estados Unidos estariam estudando a possibilidade de cortar financiamentos para Israel em retaliação à construção do muro.
Autoridades americanas sugeriram que o pacote de ajuda de US$ 9 bilhões fosse reduzido, retirando o valor equivalente ao que está sendo utilizado na construção do muro.
Libertação
A declaração de Bush foi feita logo após a libertação de 340 palestinos presos.
A decisão isralenses surgiu como um gesto de boa vontade visando o avanço do processo de paz.
Os palestinos, no entanto, consideraram o gesto como uma encenação para agradar os Estados Unidos, patrocinadores do acordo.
De acordo com o correspondente da BBC, James Rodgers, que acompanhou a libertação dos presos perto da cidade de Hebron, disse que parentes e amigos dos presos esperaram pacientemente pela chegada dos ônibus que traziam os palestinos.
Segundo o correspondente, era uma mistura de festa e de cenas de cinismo. Os palestinos lembravam que mais de cinco mil pessoas ainda estão presas nas cadeias israelenses.
Israel qualificava a prisão de alguns palestinos soltos nesta quarta-feira como "detenções administrativas". Ou seja, prisões sem julgamento, sob a suspeita de envolvimento em grupos palestinos armados.
Outros foram considerados culpados por ofensas como atirar pedras em soldados israelenses ou por posse de explosivos.