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Criminalidade diminui em Bagdá, dizem EUA

O ex-chefe de polícia de Nova York que está encarregado de recuperar a força policial do Iraque diz que está fazendo progressos no combate ao crime.

Bernard Kerik, indicado para dirigir o Ministério do Interior há quatro meses, disse que recentemente a polícia desbaratou quatro gangues envolvidas no seqüestro de civis iraquianos.

O fracasso no combate ao crime desde o fim do regime de Saddam Hussein é uma das maiores críticas contra a coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque.

Kerik rejeita as críticas de que o crime está fora de controle no Iraque, enumerando áreas em que a polícia recém-reformada está realizando avanços.

Ele destacou que houve uma redução nos seqüestros motivados por dinheiro, uma prática comum durante o regime de Saddam Hussein, e que continuou ocorrendo depois de sua queda.

Gangue

Kerik mencionou um caso em que a polícia do Iraque desbaratou uma gangue de seqüestradores sem o apoio das forças americanas.

Segundo ele, quatro reféns, inclusive um menino de oito anos, foram libertados. Oito suspeitos foram presos.

O ex-chefe de polícia de Nova York disse que a gangue torturava seus reféns e que tinha ligações com assessores de Saddam Hussein.

Kerik afirmou ainda que a população se sente mais segura.

"As lojas e mercados estão fervilhantes, há gente nas ruas até tarde, quando há quatro semanas não havia ninguém", disse o ex-chefe de polícia americano.

"Nós temos mais de 5 mil policiais de volta à ativa, patrulhando as ruas, e eu diria que, de maneira geral, a situação está melhorando bastante", concluiu Kerik.

Mas a guarda fortemente armada que acompanha o americano por toda a parte é uma prova viva do quão inseguro é o Iraque até para a polícia.

Ontem,k as principais delegacias em Bagdá e na cidade de Falluja, a oeste da capital, foram alvo de artilharia e várias pessoas ficaram feridas.

No mês passado, sete novos recrutas da polícia morreram em um atentado a bomba em uma cerimônia de formatura.