Um general indonésio foi considerado culpado por não impedir a eclosão de violência durante o plebiscito pela independência do Timor Leste, em 1999.
Um tribunal especial para direitos humanos condenou o general Adam Damiri a três anos de prisão nesta terça-feira.
O general Damiri é o militar indonésio de mais alta patente a ser julgado pelo tribunal internacional, que foi criado para investigar abusos cometidos durante o plebiscito. Mais de mil pessoas morreram na violência que se seguiu à votação.
O veredicto surpreendeu analistas que esperavam que Damiri fosse absolvido.
A própria promotoria havia pedido que as acusações fossem suspensas por falta de provas.
Críticas
A correspondente da BBC Rachel Harvey disse que o tribunal, na capital indonésia, Jacarta, foi muito criticado por sua conduta desde que foi criado.
Até agora cinco suspeitos foram condenados de uma lista de 18.
A punição mais rigorosa foi uma pena de dez anos de prisão imposta a um civil.
O caso do general Damiri foi controvertido. Em 1999, ele era o comandante da região da Indonésia que incluía o Timor Leste.
Por isso, Damiri é o oficial militar mais graduado a enfrentar acusações em conexão com a onda de violência que marcou a transição do território rumo à independência.
O indiciamento de Damiri afirma que o general deveria ter impedido a ação de grupos de milicianos armados responsáveis pela maioria das mortes.
O general Damiri não compareceu a audiências nas etapas iniciais de seu julgamento, alegando que estava ocupado demais.
Ainda na ativa, o general Damiri está ajudando a planejar a campanha militar do governo da Indonésia contra os rebeldes separatistas da província de Aceh.