Os Estados Unidos podem analisar a retenção de empréstimos oferecidos a Israel como punição pela construção do que está sendo chamado por Israel de "muro de segurança" na fronteira com a Cisjordânia, dizem agências de notícias.
O governo americano não fez nenhum anúncio oficial sobre o assunto, mas a notícia de que os Estados Unidos estariam considerando a possibilidade foi dada por várias agências.
De acordo com esses relatos, o governo estaria discutindo se a construção de um muro de 600 quilômetros de comprimento está ligada ou não a assentamentos judaicos que são separados da Cisjordânia através da barreira.
Nesta terça-feira, soldados israelenses prenderam cerca de 40 pessoas que estavam protestando contra a construção do muro.
O Congresso dos Estados Unidos tem autorização para reduzir o montante da ajuda americana equivalente ao que Israel gasta com assentamentos judaicos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
O auxílio corresponde a US$ 9 bilhões de garantia de empréstimos aprovados pelo Congresso em março, e US$ 1 bilhão em assistência militar.
Atentados suicidas
O governo de Israel afirma que o muro é necessário para impedir atentados suicidas, mas os palestinos dizem que ele é um grande obstáculo para a implementação de um plano de paz mediado pelos Estados Unidos.
Conversações entre os primeiros-ministros de Israel, Ariel Sharon, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, marcadas para quarta-feira, foram canceladas.
Há relatos de que divergências sobre a libertação de prisioneiros e a irritação de Israel com um tiroteio no domingo que resultou no ferimento de uma mulher israelense e seus três filhos estão por trás do cancelamento do encontro.
Líderes palestinos disseram que o plano de Israel de libertar mais de 300 prisioneiros palestinos na quarta-feira não é suficiente.
O líder palestino Yasser Arafat disse que a iniciativa é uma fraude, e que os israelenses vão libertar alguns palestinos mas prender outros.
Alguns segmentos do muro israelense passa por áreas avançadas dentro da Cisjordânia para incluir assentamentos judaicos.
Na semana passada, o governo de Israel anunciou que a construção do primeiro segmento de 145 quilômetros do muro já foi concluída. O restante da obra ainda está em fase de planejamento.
Autoridades americanas e palestinas temem que o muro pode servir como uma fronteira política que vai prejudicar planos para a criação de um Estado Palestino.