A Indonésia anunciou que vai introduzir medidas rigorosas de segurança no país, após a explosão de um carro-bomba em frente a um hotel de luxo em Jacarta ter deixado pelo menos 13 mortos e mais de 150 feridos.
O governo convidou a polícia da Austrália para ajudar na busca pelos responsáveis pelo atentado e ordenou o endurecimento imediato das lei antiterrorismo do país.
O carro explodiu em frente ao lobby do Hotel Marriott, na hora do almoço, no bairro de Jacarta em que se concentra a maior parte das representações diplomáticas no país.
Entre os mortos está Hans Winkelmolen, executivo de um banco holandês. Muitos outros estrangeiros ficaram feridos.
Jemaah Islamiyah
O ministro indonésio da Defesa, Abdul Djalil, classificou o episódio, que fez o principal índice do mercado indonésio cair três pontos percentuais, de "ato terrorista".
A polícia indonésia suspeita que o grupo Jemaah Islamiyah – que teria ligações com a organização Al-Qaeda, de Osama Bin Laden – esteja por trás do atentado.
A explosão aconteceu em um momento em que o país já estava em alerta máximo por causa do julgamento de um dos acusados de planejar o ataque a bombas em Bali, que matou 202 pessoas no ano passado.
O chefe da polícia indonésia, general Dai Bachtiar, disse que os explosivos provavelmente estavam escondidos em um automóvel Toyota, que estava estacionado do lado de fora do hotel.
Inicialmente, suspeitava-se que a explosão tivesse começado no subsolo do edifício, de 33 andares.
A explosão destruiu cinco andares do hotel, estilhaçando vidros e incendiando carros estacionados do lado de fora. O prédio do hotel – um dos preferidos entre os turistas na Indonésia – foi transformado em uma pilha de escombros.
Funcionários e hóspedes do hotel de mais de 300 quartos tiveram que fugir às pressas, enquanto chamas e colunas de fumaça saíam do edifício. Muitos estavam almoçando no restaurante quando ouviram o estrondo.
"Foi como um terremoto", afirmou a gerente de Relações Públicas do Marriott, Mellani Solagratia, à agência de notícias Reuters.