Um palestino foi morto nesta segunda-feira, quando, segundo autoridades em Israel, colocava uma bomba em uma estrada usada por forças israelenses perto da cidade de Tulkarém, na Cisjordânia.
Os soldados viram o homem perto da vila de Faron e o mataram.
No domingo quatro israelenses – uma mulher e seus três filhos – ficaram feridos quando o carro deles caiu em uma emboscada de um atirador palestino, entre Jerusalém e a cidade de Belém, na Cisjordânia.
O grupo militante palestino Brigada dos Mártires de Al-Aqsa assumiu a responsabilidade pelo ataque.
Trégua
No fim de junho, Israel se retirou de parte da Faixa de Gaza e devolveu Belém ao controle das forças de segurança palestinas, seguindo os termos do plano de paz apoiado pelos Estados Unidos.
O ataque ao carro da mãe e de seus filhos foi o primeiro na área desde a devolução do controle aos palestinos.
Os principais grupos militantes palestinos convocaram um cessar-fogo unilateral em 29 de junho.
Desde então, a violência caiu de forma significativa, mas Israel acusa os militantes de estarem aproveitando a trégua para reorganização e rearmamento.
Condenação
O ministro do Exterior da Autoridade Palestina, Nabil Shaath, condenou o ataque ao carro.
"Se essas coisas tivessem acontecido em Gaza, teríamos buscado e colocado essas pessoas na prisão. Mas na Cisjordânia, não temos ainda uma presença real de segurança para processar os que violam (a lei)", disse Shaath.
Mas o ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, disse que Israel não devolveria mais cidades para o controle palestino ou avaliaria a liberação de mais prisioneiros – iniciativas previstas no plano de paz – até que os palestinos atuassem contra os atacantes do carro.
"À luz do ataque de ontem e até que se veja como eles operam em Belém, neste momento não vamos passar a eles novas cidades. E espero ver resultados em termos de suas atividades contra os atacantes de ontem à noite", disse Mofaz.