Promotores militares na Rússia afirmaram que o oficial encarregado do hospital do militar atingido por um ataque suicida foi detido sob suspeita de negligência criminosa.
O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Ivanov, que foi ao hospital militar na cidade de Mozdok, disse que, apesar de instruções recentes, não foram tomadas medidas para evitar o acesso de veículos não autorizados ao hospital.
Ele informou que suspendeu dois comandantes militares como parte da investigação sobre o incidente
O hospital foi atingido por um ataque suicida na sexta-feira atribuído a separatistas chechenos, onde pelo menos 44 pessoas morreram.
Ordens
O presidente russo, Vladimir Putin, determinou que Ivanov cuidasse do caso pessoalmente e visitasse Mozdok, que fica a apenas 10 km da fronteira com a república separatista da Chechênia.
Nos últimos dez anos a cidade tem sido usada como quartel-general da campanha militar russa contra os separatistas chechenos.
Segundo a imprensa russa, a explosão ocorreu depois que um homem-bomba, que dirigia um caminhão carregado de explosivos, atravessou o portão do hospital e detonou os explosivos presos a seu corpo.
Mas há relatos de que o caminhão já estava estacionado no interior do hospital e que os explosivos nele foram detonados por controle remoto.
O hospital ficou completamente destruído. A explosão deixou uma cratera de pelo menos oito metros de diâmetro por três metros de profundidade.
Acredita-se que aproximadamente 150 pessoas, entre soldados russos e civis, estavam no local na hora da explosão.
Ninguém assumiu a autoria do ataque.
Dois meses atrás, um suicida checheno se explodiu em um ônibus em Mozdok, matando 18 pessoas - a maioria delas militares russos.