A Coréia do Norte disse que não negociará com um alto funcionário dos Estados Unidos, o subsecretário de Estado John Bolton, numa importante reunião para tratar de seu programas de armas nucleares.
Bolton fez duras críticas ao regime de Pyongyang durante visita à Ásia na semana passada.
Ele declarou que o povo norte-coreano vive um pesadelo enquanto o líder comunista Kim Jong-il recebe um tratamento de família real.
A chancelaria norte-coreana reagiu condenando o que qualificou como "vulgaridade política" de Bolton e afirmando que não há lugar para uma "escória humana" e "vampiros com sede de sangue" como ele na mesa de negociações.
Encontro multilateral
O governo de Pyongyang acrescentou que não considera mais Bolton como parte da administração do presidente George W. Bush.
Um acordo para um encontro multilateral sobre a crise nuclear com a Coréia do Norte foi anunciado na sexta-feira.
Além dos norte-coreanos, devem tomar parte nas discussões os Estados Unidos, China, Japão, Rússia e Coréia do Sul.
Bolton é o responsável no Departamento de Estado pelo controle da proliferação de armas. É conhecido por suas opiniões duras com relação à Coréia do Norte.
Equipes de negociação americanas no passado eram comandadas por um diplomata que confrontava menos Pyongyang, James Kelly.
Há divisões em Washington sobre qual seria a melhor forma de lidar com o que consideram uma ameaça norte-coreana.