O maior julgamento em massa de suspeitos de genocídio em Ruanda até agora deu o seu veredito.
No total, 121 pessoas foram julgadas pelo tribunal em Gikongo, no sul do país.
Onze pessoas foram sentenciadas à morte, 73 pessoas foram condenadas à prisão perpétua e 37 pessoas foram absolvidas.
Cerca de 100 mil suspeitos de genocídio estão atualmente em prisões do país aguardando julgamento. As autoridades recorreram a julgamentos em massa e tribunais comunitários, na tentativa de tentar resolver o acúmulo de casos.
Pena de morte
No último julgamento, os acusados estavam vestidos com uniformes cor-de-rosa, usados nas prisões.
Os promotores do Estado em Ruanda dizem que 6.500 pessoas foram condenadas por genocídio até agora.
Mais de 6000 pessoas foram condenadas à morte. Segundo o promotor Gerald Gahima, 23 sentenças de morte já foram executadas.
Mais de 800 mil pessoas da etnia Tutsi e Hutu de facções moderadas foram mortos por milícias armadas durante 100 dias de violência, em 1994.
O Tribunal para Crimes de Guerra em Ruanda da ONU, baseado no país vizinho da Tanzânia, foi estabelecido em 1995. Ele está lidando com os principais personagens do genocídio de Ruanda.