A Igreja Católica Apostólica Romana, com sede no Vaticano, publicou nesta quinta-feira um documento no qual condena legislações sobre união civil de casais homossexuais.
A declaração cujo título é "Considerações sobre Propostas para Conceder Reconhecimento Legal à União entre Pessoas Homossexuais" faz parte de uma campanha global contra os chamados "casamentos homossexuais" e contra a adoção de legislações que autorizam a união.
Segundo a Igreja, cada vez mais países na Europa e no continente americano estão abrigando leis para possibilitar que homossexuais tenham os mesmos direitos de casais heteros.
O documento, de 12 páginas, foi assinado pelo cardeal Joseph Ratzinger, conselheiro-chefe do Papa João Paulo 2º. Segundo Ratzinger, a união de gays é "imoral, anormal e perniciosa".
A declaração explica a oposição da igreja à legislação que já foi adotada, por exemplo, pela Holanda, pela Bélgica e por duas províncias no Canadá.
Família
Em outros países como França e Alemanha, a união de pessoas do mesmo sexo é aprovada por autoridades civis regionais e também recebe alguns dos benefícios concedidos a casais heterossexuais.
De acordo com o Vaticano, o Papa está preocupado com a possibilidade de outros países da União Européia, incluindo a Itália, adotarem a legislação.
No início do ano, durante uma mensagem a políticos católicos, João Paulo 2º reforçou a importância de os legisladores "protegerem a instituição da família".
O Vaticano também demonstrou preocupação com o fato de a Croácia – um país tradicionalmente católico – ter aprovado a legislação que reconhece o casamento gay.
Na América Latina, a legislação foi aprovada somente na capital argentina, Buenos Aires, onde em meados deste mês ocorreu a primeira união civil entre homossexual do continente.