O administrador americano para o Iraque, Paul Bremer, afirmou que o país pode ter eleições gerais em um ano.
Bremer disse ainda que as tropas americanas deixarão o país assim que um governo democraticamente eleito for estabelecido.
"Não é irrazoável pensar que nós poderíamos ter eleições no meio de 2004 e é aí que o nosso trabalho estará completo", afirmou durante a cerimônia de reabertura do Ministério do Exterior – recuperado depois de ter sido saqueado e incendiado.
O novo governo substituiria o conselho interino, que nesta quarta-feira escolheu um político xiita, Ibrahim Al-Jafari, para ser o primeiro presidente do órgão na era pós-Saddam Hussein.
Dificuldades
No entanto, a criação do conselho interino – visto como o embrião de uma administração iraquiana – já deu indicativos das dificuldades que os Estados Unidos devem encontrar para formar um governo representativo, em um país cheio de facções políticas, étnicas e religiosas.
Apenas a discussão sobre quem deveria liderar o conselho levou duas semanas e só foi concluída porque os membros resolveram instituir uma presidência rotativa.
O conselho indicou cinco muçulmanos xiitas, dois sunitas e dois curdos.
O segundo a assumir a liderança do conselho será Ahmed Chalabi, líder do Congresso Nacional Iraquiano e político bastante próximo de alguns membros do governo americano.
De acordo com os planos dos Estados Unidos, o conselho redigirá uma Constituição, que será submetida a um plebiscito. Em seguida, seriam realizadas eleições gerais.
Além das dificuldades para criar um novo sistema político em um país que até pouco tempo vivia sob uma ditadura, os Estados Unidos enfrentam a hostilidade por parte de iraquianos que são contra a presença militar americana.