Tropas governistas que guardam a capital liberiana, Monróvia, repeliram um ataque de grupos rebeldes a uma importante ponte da cidade.
Os rebeldes rejeitaram um cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos.
Segundo um correspondente da BBC em Monróvia, os combates do domingo com este grupo - o Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia (Lurd, em inglês) - foram dos mais violentos dos nove dias de batalha pela cidade.
A sudeste da capital, um grupo menor - o Movimento para Democracia na Libéria (Model) - estaria se deslocando em diração ao porto de Buchanan, que esta repleto de refugiados.
Ponte
O Lurd combate para derrubar o presidente Charles Taylor.
Na ação de hoje, os rebeldes tentaram destruir a ponte que liga o porto ao centro de Monróvia.
Mas as forças do governo avançaram sobre a ponte lançando tiros e granadas e conseguiram protegê-la, além de terem repelido os inimigos para os subúrbios da capital.
Pelo menos três civis morreram e ao cair da noite os dois lados já haviam voltado às suas posições originais.
Tropas de paz
O líder do Lurd, Sakou Conneh, rejeitou a proposta do embaixador americano John Blaney de estabelecimento de uma linha de cessar-fogo.
"Porque deveriamos recuar? Podemos entregar nossas posições a tropas internacionais de paz, mas não a (o presidente Charles) Taylor", disse.
Forças de paz nigerianas devem entrar na Libéria nesta semana e o presidente George W. Bush já ordenou que a marinha americana dê apoio logístico às operações.
Mas no domingo, o sub-secretário de Defesa, Paul Wolfwitz insistiu que forças americanas não vão entrar na Libéria enquanto não acontecerem um cessar-fogo e a renúncia do presidente Charles Taylor.