Os jovens oficiais rebeldes que tomaram um shopping center no centro financeiros da capital filipina, Manila, concordaram em encerrar a rebelião e voltar aos quartéis, de acordo com um dos negociadores do governo.
A presidente Gloria Arroyo fez um pronunciamento para anunciar o fim da crise, afirmando que "296 soldados, incluindo 70 oficiais, se renderam e estão retornando aos quartéis".
Os rebeldes colocaram explosivos no shopping nas primeiras horas deste domingo e exigiam a renúncia da presidente Gloria Arroyo, acusada por eles de corrupta.
Arroyo disse que os rebeldes "não pediram e não devem receber nenhum tratamento especial".
Tratamento
Ela acrescentou que civis envolvidos em planejar um golpe ligado ao motim também vão ser processados.
Cinco oficiais - capitães e tenentes considerados líderes do motim - "vão arcar com as conseqüências de seus atos".
O acordo aconteceu depois de dois prazos para que os rebeldes se rendessem tivessem sido desrespeitados e os explosivos estão sendo desativados.
O correspondente da BBC em Manila, John McLean, disse que um assalto ao prédio foi evitado porque os militares amotinados pareciam abertos à persuasão.
Os jovens oficiais também pediam a renúncia do ministro da Defesa, Angelo Reyes.
Explosivos
Os amotinados estavam fortemente armados e colocaram explosivos no complexo Glorietta, que fica no bairro de Makati.
O tenente Antonio Trillanes, um dos líderes da rebelião, afirmou que os explosivos foram plantados apenas para que os amotinados pudessem se defender.
Correspondentes que acompanharam o motim disseram que a sutuação era complicada, com os amotinados trocando cumprimentos com os soldados leais ao governo, enviados para cercá-los.
Um dos rebeldes que se entregou mais cedo, juntamente com outros 14, prestou continência a um general leal ao governo na saída e recebeu um abraço do general.
Alegações
Em um pronunciamento anterior, a presidente Arroyo alertou para a possibilidade de uso de força para retomar o shopping.
Ela se dirigiu diretamente ao amotinados afirmando que eles "cruzaram a linha do professionalismo e estão envolvidos em uma ação política ilegal, calçada no uso de força.
"Suas ações estão beirando o terrorismo", disse a presidente.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou seu "total apoio" à Arroyo, assim como o governo australiano.
O grupo rebelde acusou o governo de encenar ataques terroristas nas Filipinas para conseguir ajuda militar dos Estados Unidos.
O correspondente da BBC em Manila afirma que as mesmas alegações tinham sido feitas anteriormente, mas os soldados amotinados não mostraram nenhuma prova para corroborar a acusação.