Os jovens oficiais rebeldes que tomaram um shopping center no centro financeiros da capital filipina, Manila, concordaram em encerrar a rebelião e voltar aos quartéis, de acordo com um dos negociadores do governo.
Os rebeldes colocaram explosivos no shopping nas primeiras horas deste domingo e exigiam a renúncia da presidente Gloria Arroyo, acusada por eles de corrupta.
"Foi acordado que o cerco iria acabar e que eles (rebeldes) vão retornar aos quartéis", afirmou o coronel Danilo Lim, membro do grupo de negociadores do governo.
O acordo aconteceu depois de dois prazos para que os rebeldes se rendessem tivessem sido desrespeitados.
Persuasão
Cerca de 15 dos rebeldes já haviam se entregado, mas 200 continuavam no shopping.
O correspondente da BBC em Manila, John McLean, disse que um assalto ao prédio foi evitado porque os militares amotinados pareciam abertos à persuasão.
Os jovens oficiais também pediam a renúncia do ministro da Defesa, Angelo Reyes.
Explosivos
Os amotinados estavam fortemente armados e colocaram explosivos no complexo Glorietta, que fica no bairro de Makati.
O tenente Antonio Trillanes, um dos líderes da rebelião, afirmou que os explosivos foram plantados apenas para que os amotinados pudessem se defender.
Correspondentes que acompanharam o motim disseram que a sutuação era complicada, com os amotinados trocando cumprimentos com os soldados leais ao governo, enviados para cercá-los.
Um dos rebeldes que se entregou mais cedo prestou continência a um general leal ao governo na saída e recebeu um abraço do general.
Alegações
Em um pronunciamento em cadeia nacional de televisão, a presidente Arroyo alertou para a possibilidade de uso de "força" para retomar o shopping e disse que tinha total controle da situação.
Ela se dirigiu diretamente ao amotinados afirmando que era a "comandante em chefe" das Forças Armadas.
"Vocês cruzaram a linha do professionalismo e estão envolvidos em uma ação política ilegal, calçada no uso de força. Suas ações estão beirando o terrorismo", disse a presidente.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou seu "total apoio" à Arroyo, assim como o governo australiano.
O grupo rebelde acusou o governo de encenar ataques terroristas nas Filipinas para conseguir ajuda militar dos Estados Unidos.
O correspondente da BBC em Manila afirma que as mesmas alegações tinham sido feitas anteriormente, mas os soldados amotinados não mostraram nenhuma prova para corroborar a acusação.