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Militar argentino tenta suicídio após acusação

O governo da Argentina afirmou que Juan Antonio Azic, um dos 45 militares argentinos acusados de violações de direitos humanos, tentou se matar.

Segundo as autoridades, Azic, que trabalhou para a guarda costeira do país, está no hospital depois de ter aparentemente tentado dar um tiro na própria garganta.

Ele sobreviveu à tentativa de suicídio, no entanto, e teria ficado com o rosto desfigurado, segundo a imprensa argentina.

O incidente aconteceu um dia depois de um juiz argentino determinar a prisão de Azic, outros 44 militares e um civil, por suposto envolvimento nas mortes, na tortura e nos desaparecimentos de cidadãos espanhóis na Argentina.

Espanha

O juiz argentino atendeu o pedido do juiz espanhol Baltasar Garzón, que solicitara a prisão e a extradição dos homens.

Apenas dois dos acusados foram presos até agora.

Um boletim médico com informações sobre o estado de saúde de Juan Antonio Azic deve ser divulgado ainda nesta sexta-feira, segundo a agência de notícias EFE.

Há cerca de cinco anos, Garzón deu início ao processo contra o ex-presidente chileno Augusto Pinochet – que chegou a ser detido durante uma visita à Grã-Bretanha.

As leis de anistia argentinas protegem militares e ex-militares do país de processos por violações de direitos humanos.

No entanto, o presidente argentino, Nestor Kirchner, já indicou ter planos para revogar as leis, bem como o decreto que impede a extradição por esse tipo de acusações.

Cerca de 30 mil pessoas morreram ou desapareceram durante os governos miltares na Argentina, que promoveram uma campanha contra o que chamavam de "insurgentes de esquerda".

Garzón foi o primeiro a tentar processar suspeitos de violações de direitos humanos na América Latina.