Um assessor de segurança do governo americano assumiu a responsabilidade pelo fato de o presidente George W. Bush ter acusado o Iraque de tentar comprar urânio da África.
Stephen Hadley - que fica abaixo apenas da conselheira para segurança nacional, Condoleezza Rice - disse que ele sabia que a informação vinha de fontes suspeitas e que deveria tê-la retirado do famoso discurso do Estado da União do presidente, em janeiro.
A acusação foi usada para sustentar a tese de que o regime de Saddam Hussein estava buscando desenvolver armas nucleares.
Recentemente, no entanto, a ONU anunciou que os documentos em que se baseava a informação eram falsos.
Os documentos foram obtidos pela inteligência britânica que, por sua vez, alega que tinha outras fontes confirmando a transação.
CIA
Hadley disse que havia sido avisado pelo diretor da CIA (serviço secreto americano), George Tenet, que a informação era suspeita.
Segundo o assessor, o próprio Tenet teria lhe pedido para retirar uma acusação similar de um discurso de Bush em outubro.
Tenet e Rice já admitiram publicamente que a alegação nunca deveria ter sido incluída no discurso.
Hadley disse que deveria ter voltado a consultar a CIA antes de incluir a informação no discurso do Estado da União.
"Eu deveria ter pedido que as 16 palavras sobre o assunto fossem excluídas ou ao menos alertado Tenet. Isso teria evitado toda esta controvérsia."