Líderes da Comunidade Econômica dos Países do Oeste da África (Ecowas, na sigla em inglês) anunciaram na tarde desta quarta-feira o envio de 1,3 mil soldados nigerianos para a Libéria dentro de uma semana.
Em meio ao anúncio, rebeldes continuaram a atacar Monróvia, capital da Libéria, onde cerca de 250 mil pessoas já tiveram que deixar suas casas para fugir dos combates.
Em Senegal, onde o grupo regional esteve reunido nos últimos dias, o chefe do bloco, Mohammad Ibn Chambas, disse esperar que todos os liberianos respeitem um cessar-fogo.
Chambas disse ainda que os Estados Unidos vão ajudar no financiamento da força de paz. De acordo com Chambas, os americanos prometeram doar US$ 10 milhões para ajudar o fundo que financia as tropas de paz do Oeste da África.
Ataques
O correspondente da BBC em Monróvia, Paul Welsh, afirma que centenas de pessoas já morreram e milhares estão feridas desde que os rebeldes começaram a nova onda de ataques, no sábado.
Agências humanitárias estão preocupadas com a escalada da violência que está levando ao aumento do número de pessoas desabrigadas.
No momento, a população enfrenta sérios problemas. Os estoques de água, de combustível e de alimentos básicos como arroz são cada vez mais baixos.
O porto de Monróvia está sob controle dos rebeldes e o aeroporto está fechado.
Próximo à embaixada dos Estados Unidos, ambulantes estão vendendo alimentos que estavam nas cestas básicas do Programa de Alimentos da ONU.
De acordo com declarações dos vendedores à agência de notícias AP, os alimentos foram roubados dos armazéns no porto e depois vendidos.