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Vieira de Mello critica falta de segurança no Iraque

O enviado especial da ONU (Organização das Nações Unidas) ao Iraque, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, criticou em seu relatório, nesta terça-feira, o fracasso das forças de ocupação no Iraque em garantir a segurança do povo iraquiano.

Vieira de Mello abriu o debate do Conselho de Segurança da ONU sobre o futuro do Iraque com um discurso em que também afirmou que as condições de vida no país não melhoraram e, em algumas regiões, até pioraram.

Durante o primeiro encontro da ONU desde a queda de Saddam Hussein, o secretário-geral da entidade, Kofi Annan, reiterou a necessidade de se firmar uma agenda para que o povo iraquiano saiba quando a soberania do país vai ser restabelecida.

"A democracia não pode ser imposta de fora para dentro", alertou Annan, que reforçou a necessidade de uma transferência rápida do poder para os iraquianos.

Críticas e elogios

Apesar das críticas, Vieira de Mello reservou elogios à iniciativa dos Estados Unidos de criar um conselho de governo no Iraque.

Antes do encontro, o brasileiro disse à BBC que não havia outra alternativa viável ao conselho.

O encontro no Conselho de Segurança contou com a participação de três integrantes do conselho administrativo iraquiano: Adnan Pachachi, Ahmed Chalabi e Aquila Al-Hashimi, que, no entanto, não têm direito a cadeiras na ONU.

De acordo com o correspondente da BBC em Nova York, David Bamford, essa é a primeira oportunidade de envolvimento da ONU na situação no Iraque desde que a força militar liderada pelos Estados Unidos derrubou o governo de Saddam Hussein – sem o apoio do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Para Bamford, há uma sensação na sede da ONU de que o organização quer agora recuperar o seu papel, até para, em parte, reafirmar a sua relevância no mundo.