O ministro da Defesa da Libéria, Daniel Chea, disse que as tropas leais ao presidente Charles Taylor estão conseguindo conter o avanço dos rebeldes do país, que estão tentando capturar a capital, Monróvia.
Em entrevista à BBC, Chea disse que, durante choques neste domingo, os soldados do governo conseguiram retomar o controle sobre duas pontes que levam ao centro da cidade.
Os rebeldes estão tentando tomar a cidade em duas frentes, provocando a fuga de centenas de moradores.
Monróvia está sob ataque pesado dos rebeldes desde o sábado, e o número de vítimas civis estaria aumentando.
“Firme controle”
Inicialmente, os rebeldes do grupo Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia tentaram tomar Monróvia pelo norte.
Mas, ao encontrar resistência das tropas do governo, eles decidiram mudar a estratégia e tentar conquistar a capital avançando pelos subúrbios do sudeste.
Segundo Chea, o governo também está oferecendo resistência nessa região.
“Nós começamos a empurrá-los em duas frentes diferentes na direção do porto da cidade e esperamos que amanhã (segunda-feira) de manhã nós continuemos a empurrá-los”, disse Chea.
“Nós temos firme controle da capital”, acrescentou.
Estados Unidos
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, determinou que mais 41 soldados sejam enviados ao país para proteger a embaixada americana em Monróvia.
O embaixador dos Estados Unidos na Libéria, John Blaney, fez um apelo por uma trégua, pedindo aos rebeldes que se concentrem nas negociações de paz.
Os rebeldes querem o afastamento do presidente Charles Taylor, que já aceitou uma oferta de asilo da Nigéria, mas se recusa a deixar o poder até que uma força de paz internacional seja enviada ao país.
O governo nigeriano já autorizou o envio de um pequeno número de soldados à Libéria em preparação ao envio da força.
Segundo um porta-voz do Exército do país, esses soldados irão realizar missões de reconhecimento.
Um enviado da ONU disse que os Estados Unidos não vão tomar nenhuma decisão sobre o envio de tropas à Libéria até que uma força pacificadora, formada por soldados de países do oeste africano, esteja operando no país.