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Governador de Jenin é seqüestrado por militantes

O governador da cidade de Jenin, na Cisjordânia, Haider Irsheid, foi seqüestrado por militantes armados.

A Brigada dos Mártires Al-Aqsa assumiu a autoria do seqüestro e acusou o governador palestino de colaborar com Israel ao tentar desarmar o grupo.

Irsheid, que tem 50 anos, foi levado de dentro de seu furgão por homens armados e espancado antes de ser transferido para outro veículo, que partiu em direção ao campo de refugiados de Jenin.

O seqüestro aconteceu depois que forças de segurança palestinas foram enviadas para prender atiradores do Al-Aqsa no campo de refugiados.

"Ele mandou seus homens atirarem em membros da Brigada dos Mártires Al-Aqsa e tentou assassinar outros", disse o líder local do grupo, Zakariya Zubeidi, à agência Reuters.

Divisões

O líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, fez um apelo para que os militantes libertem o governador, um membro antigo de seu grupo Fatah.

O Al-Aqsa é acusado de envolvimento em vários ataques menores a alvos israelenses desde que os outros grupos militantes palestinos declararam um cessar-fogo, no dia 29 de junho.

Desde o início da intifada, em setembro de 2000, dezenas de palestinos foram executados por suspeita de colaborarem com israelenses.

O desarmamento de grupos militantes é uma das condições impostas pelo plano de paz, que contou com o apoio dos Estados Unidos.

De acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, Michael Voss, a comunidade palestina está profundamente dividida sobre como lidar com o plano de paz.

As diferenças atingiram o ápice quando o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, se ofereceu para renunciar ao cargo.

Para Voss, o seqüestro do governador de Jenin mostra que as tensões sobre a implementação do plano de paz estão longe de serem resolvidas.