As autoridades dos Estados Unidos decidiram libertar 11 cidadãos paquistaneses que estavam detidos na prisão de segurança máxima na base de Guantánamo, em Cuba.
Esse foi o grupo mais numeroso a ser libertado do total de 54 paquistaneses que estão presos na base, acusados pelos americanos de pertencer à organização extremista Al-Qaeda.
Um representante do governo do Paquistão disse que todos os prisioneiros que deixaram Guantánamo, que não tiveram a identidade revelada, seriam libertados depois de interrogatórios.
Neste ano, um grupo de quatro paquistaneses já havia sido libertado pelos Estados Unidos - e um deles está processando o governo americano, exigindo milhões de dólares em compensações.
Talibã
Acredita-se que os detidos apoiavam o regime do Talebã no Afeganistão, deposto durante a ofensiva liderada pelos Estados Unidos em 2001, e foram capturados pouco depois da queda do regime.
Depois das prisões, o presidente paquistanês Pervez Musharraf enviou uma missão de alto escalão a Guantánamo, para averigüar a identidade dos prisioneiros.
Ao retornar ao Paquistão, a comitiva afirmou que nenhum dos detidos tinha ligações com a Al-Qaeda, e solicitou às autoridades americanas que os liberassem.
O próprio presidente Musharraf teria tratado do tema, procurando garantir a libertação dos prisioneiros, durante uma recente visita a Washington.