O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu a qualidade do serviço de inteligência americano, cujas informações usou para justificar publicamente sua decisão de iniciar uma ofensiva militar contra o Iraque.
"Eu acho que a inteligência que recebo é uma inteligência danada de boa, e os discursos que proferi foram baseados em boa inteligência", disse Bush.
O presidente fez as afirmações depois de um encontro, em Washington, com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan - o primeiro entre os dois desde o início da ofensiva americana em território iraquiano.
No encontro, além de discutir a situação atual do Iraque, Bush e Annan teriam discutido o possível envio de tropas americanas para ajudar a pôr um fim na guerra civil na Libéria.
Desavenças
Bush recentemente culpou a CIA (Central de Inteligência Americana) pela inclusão em seu discurso sobre o Estado da União de informações obtidas pela Grã-Bretanha, acusando o Iraque de ter tentado obter urânio na África para, supostamente, desenvolver armas atômicas.
O presidente americano voltou a dizer que está “convencido” de que “Saddam Hussein desenvolveu um programa de armas de destruição em massa”, e que os Estados Unidos “tomaram a decisão certa” ao atacar o Iraque.
Segundo o correspondente da BBC em Washington Rob Watson, a Casa Branca está encontrando dificuldades para acabar com as suspeitas de muitos americanos de que o perigo representando pelo Iraque foi exagerado.
Ainda de acordo com Watson, Bush e Annan aparentaram, no encontro, estarem querendo deixar para trás suas desavenças em relação a ofensiva militar americana no Iraque.
Kofi Annan se manifestou contra a intervenção militar nas semanas anteriores a ela.