O presidente americano, George W. Bush, afirmou que está considerando o envio de um pequeno grupo de americanos para a Libéria, como parte de uma força de paz integrada por soldados de países africanos da Ecowas - a Comunidade Econômica dos Países do Oeste Africano.
Ele acrescentou que, se os Estados Unidos acabarem enviando tropas, a missão na região será restrita - tanto em termos de seu tempo de permanência no país quanto no tocante aos poderes e deveres que terá.
Bush se reuniu na segunda-feira com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para tratar do assunto.
O presidente americano declarou, porém, que não vai tomar nenhuma decisão definitiva sobre o envio de tropas para a Libéria até que uma equipe de reconhecimento americana, enviada ao país, retorne e descreva a situação no local.
Cronograma
"Nós queremos ajudar a Ecowas", disse o presidente. "Isso pode fazer com que seja necessário o envio de soldados, mas nós ainda não sabemos quantos. Dessa forma, é difícil para mim dar qualquer determinação até que veja todos os fatos."
O secretário-geral da ONU divulgou um possível cronograma para o envio de tropas para a Libéria, começando com o envio de 2 mil soldados, organizados pela Ecowas.
"Depois disso, o presidente (liberiano Charles) Taylor vai deixar a Libéria, e a força poderá ser fortalecida, esperamos que com participação americana e outras tropas do oeste da África."
Anteriormente, Bush já havia dito que gostaria de ver o presidente Taylor deixando o poder antes da chegada das tropas americanas ao país.
Kofi Annan também disse que ele e Bush chegaram a um consenso sobre uma "abordagem geral" quanto ao problema da Libéria e que ele, pessoalmente, estava muito satisfeito com isso.