O presidente americano, George W. Bush, chegou a Uganda, o país que ele vê como modelo para o programa mundial de combate à Aids financiado pelos Estados Unidos.
A luta contra a doença tem sido o principal assunto abordado na viagem por Bush, que tem evitado se comprometer com um envolvimento direto nos conflitos do continente, em países como a Libéria.
O líder dos Estados Unidos elogiou o governo ugandense pelo seu desempenho no combate à Aids. “Você mostrou ao mundo o que é possível, em termos de redução dos índices de infecção”, disse Bush ao presidente de Uganda, Yoweri Museveni.
Segundo a agência de notícias Reuters, o presidente americano também deve insistir, em Uganda, na necessidade dos países do leste da África de reforçar a segurança.
Modelo
O governo americano teme que a instabilidade da região incentive a instalação de grupos extremistas. Na sua passagem pela África do Sul, Bush prometeu US$ 100 milhões para investimentos no combate a essas organizações.
Uganda é o único país africano que conseguiu reverter o número de infectados pela doença, e as campanhas de prevenção que tiveram êxito no país seguem a linha do que os Estados Unidos defendem para o combate à Aids - abstinência sexual, monogamia e uso de camisinha.
Bush se comprometeu a liberar US$ 15 bilhões para programas de combate à Aids em 14 países (12 africanos) ao longo de cinco anos, embora o Congresso americano já tenha reduzido a primeira parcela.
Além se encontrar com o presidente Museveni, Bush tem durante suas quatro horas de visita a Uganda um encontro com representantes uma organização não-governamental que trabalha no combate à Aids.
Bush também se encontra com pacientes que devem lhe pedir ajuda para adquirir medicamentos anti-retrovirais. A maioria deles não tem dinheiro para comprar as drogas, mesmo com a introdução de versões genéricas, mais baratas.
De Uganda, Bush parte para a Nigéria, onde fará um breve visita antes de embarcar de volta a Washington.