A China enviou uma missão oficial a Hong Kong para "avaliar" a crise política no território.
Uma controversa lei anti-subversão teve de ser adiada depois que habitantes do território saíram às ruas para protestar contra ela.
A principal manifestação ocorreu no dia 1 de julho e reuniu 500 mil pessoas, no maior protesto no território em mais de uma década.
De acordo com informações da imprensa de Hong Kong, autoridades chinesas não teriam aprovado a decisão do administrador do território, Tung Chee-hwa, de cancelar a legislação.
Especula-se que Tung seja forçado a renunciar ou reformar o seu gabinete.
Nomeado pela China há seis anos, Tung perdeu muito apoio popular desde que assumiu o cargo, há seis anos.
Leis
Leis que banem a traição, motim, subversão e roubo de segredo de Estado estão previstas em uma Constituição criada para Hong Kong em 1997, quando o território ganhou independência da Grã-Bretanha.
Mas opositores da legislação alegam que a lei – conhecida como Artigo 23 – vai suprimir a liberdade de expressão.
No entanto, para muitos dos manifestantes, o protesto não era apenas contra a nova lei.
"Nós vamos continuar a pressionar até que exista sufrágio universal em Hong Kong", afirmou o porta-voz da Frente de Direitos Civis e Humanos.
A Constituição de Hong Kong prevê que todos os cidadãos do território possam voltar a partir de 2007, mas o governo local se recusa a debater o assunto.