Estudantes em manifestação pró-democracia no Irã, inspetores de costumes islâmicos e a polícia confrontaram-se nesta quarta-feira, na capital do país, Teerã.
Segundo a agência de notícias Reuters, uma testemunha disse que a polícia lançou gás lacrimogêneo contra grupos de jovens perto do campus da Universidade de Teerã.
Mais cedo, as autoridades haviam prendido três líderes de um grupo estudantil pró-reformas.
O grupo criticara, em entrevista coletiva, a decisão do governo de proibir manifestações em comemoração do quarto aniversário dos protestos iniciados em 9 de julho de 1999.
As autoridades iranianas prenderam mais de 4 mil pessoas no mês passado, durante uma onda de protestos pró-reformas.
Os protestos foram considerados pelos Estados Unidos como uma iniciativa em prol de um Irã livre.
Radicais islâmicos
A Universidade de Teerã proibiu todas as aglomerações de estudantes fora de seu campus e fechou os alojamentos que motivaram os protestos em 1999.
Na época, um grupo de radicais islâmicos atacou, nesses alojamentos, um encontro de estudantes que protestavam contra o fechamento de um jornal pró-reformas.
Um estudante morreu e vários ficaram feridos.
Um dos grupos estudantis, chamado Escritório para Consolidar a Unidade, escreveu uma carta aberta condenando a proibição de manifestações.
O grupo pediu também apoio do secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
De acordo com jornalistas no Irã, as autoridades do país estão tentando impedir a retomada de manifestações contra a elite religiosa do país.