Na Grã-Bretanha o grande tema é a polêmica sobre as jutificativas para a guerra no Iraque.
Em sua manchete, o The Independent chama o conflito de "A Guerra de Mentira".
No The Guardian, por sua vez, o colunista Hugo Young chega a dizer que o desgaste do governo é tanto que está na hora de Tony Blair deixar o cargo de primeiro-ministro.
E o Financial Times cobra de Blair "desculpas ao povo britânica por levá-lo a uma guerra por razões que se mostraram falsas".
Primeira vítima
O assunto repercute também nos Estados Unidos, onde o The New York Times afirma que todo mundo gosta de Blair, menos os britânicos.
O jornal ironiza que a guerra no Iraque pode acabar com Blair antes mesmo de acabar com Saddam Hussein.
O The Christian Science Monitor, de Boston, afirma que a busca por Saddam ou por provas de sua morte será a nova prioridade dos americanos no Iraque.
Isso porque a incerteza está animando partidários do ex-presidente iraquiano e deixando seus adversários cada vez mais apreensivos.
América Latina
No México, os jornais dizem que o governo Vicente Fox decidiu culpar a imprensa por sua derrota nas eleições de domingo.
Segundo o jornal El Heraldo, o presidente acha que a mídia não passa corretamente sua mensagem à sociedade.
Já o diário Milenio ironizou a decisão do PAN, o partido de Fox, de deixar a imprensa nacional de fora de uma entrevista concedida ontem apenas para correspondentes estrangeiros.
A Presidência considera que os repórteres mexicana fazem perguntas "incômodas", de acordo com o jornal.
Na Argentina, o Clarín diz que o presidente Néstor Kirchner deu ontem um duro recado aos militares do país, cobrando que as Forças Armadas colaborem com investigações sobre abusos dos direitos humanos durante a última ditadura.