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Após protesto, Hong Kong recua em lei anti-subversão

O governo de Hong Kong decidiu adiar a votação de uma lei anti-subversão após protestos que reuniram cerca de 500 mil pessoas.

O líder da província chinesa, Tung Chee-hwa, promoveu uma reunião de emergência nesta segunda-feira com seu gabinete e em seguida divulgou uma nota dizendo que estava voltando atrás de sua exigência de ver a lei aprovada até a quarta-feira.

No domingo, o governo chinês disse querer que a lei fosse aprovada dentro do calendário previsto.

Agora, alguns analistas avaliam que Tung pode não continuar no cargo, após a mais grave crise de seu mandato.

Aliado

O correspondente da BBC Francis Marcus afirma que este revés se soma a críticas que Tung já vem recebendo pela forma como seu governo tem enfrentado os problemas econômicos de Hong Kong e a epidemia de Sars (pneumonia atípica).

As esperanças do líder do Executivo de Hong Kong de passar a lei até quarta-feira já haviam sofrido um sério golpe depois que um importante aliado, James Tien, do Partido Liberal, abandonou o conselho político liderado por Tung.

Tien disse que deveria haver mais consultas públicas sobre a lei, que, de acordo com críticos, pode colocar em risco as liberdades individuais dos habitantes de Hong Kong.

Tung Chee-hwa tem insistido, porém, que as liberdades civis não serão afetadas pela lei anti-subversão.