Os membros da Comunidade Econômica dos Países do Oeste da África (Ecowas, na sigla em inglês) concordaram em colaborar com 3 mil soldados para uma força de paz a ser enviada à Libéria.
No entanto, a Ecowas condicionou a liberação dos soldados à participação de tropas dos Estados Unidos, que deveriam ter papel de liderança na operação.
Nesta sexta-feira, o presidente liberiano, Charles Taylor, disse que está disposto a se afastar do cargo – uma das reivindicações dos rebeldes que controlam parte do país.
Taylor, porém, disse que só irá renunciar quando uma força de paz internacional estiver na Libéria.
Crise humana
Um cessar-fogo que durava uma semana teria acabado nesta sexta-feira. Há informações de que novos combates foram registrados no norte do país.
A Casa Branca informou que está enviando uma equipe de peritos na área militar para avaliar a situação na Libéria e determinar se o envio de tropas americanas pode restaurar a ordem.
Ainda não se sabe se os americanos irão enviar soldados ao país africano ou quando tal decisão será anunciada.
Dezenas de milhares de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas em decorrência da guerra civil no país, e agências de ajuda humanitária já lançaram uma alerta quanto à situação difícil enfrentada por esses refugiados.
A Organização Internacional da Saúde fez um apelo por doações em dinheiro para combater surtos de cólera e de outras doenças que podem atingir as milhares de pessoas sem teto.