Um ataque em uma mesquita xiita lotada na cidade de Quetta, no sudoeste do Paquistão, deixou mais de 30 mortos e 50 feridos nesta sexta-feira, segundo autoridades do país.
Três homens, armados com armas automáticas e granadas, teriam aberto fogo contra os cerca de 200 fiéis reunidos para as preces de sexta-feira.
O ataque deflagrou uma série de protestos violentos pelas ruas, reunindo centenas de xiitas.
Prédios públicos foram depredados e incendiados, entre eles, o hospital para onde os feridos foram levados.
Os manifestantes acusam uma organização extremista islâmica sunita de ter organizado o atentado, mas os responsáveis não foram encontrados.
Policiais
As autoridades paquistanesas afirmam que ainda é cedo para apontar culpados.
No mês passado, outro ataque contra xiitas deixou 11 mortos – todos policiais em treinamento.
O ataque foi realizado por dois homens em uma bicicleta e deixou mais dez pessoas feridas.
Na época, o inspetor-geral de polícia da região, Sheb Suddle, disse à BBC que parecia ser um caso de sectarismo, já que todas as vítimas faziam parte da minoria xiita.
Suddle disse ainda que o ataque pode ter sido obra de uma organização sunita proscrita, a Lashkar-e-Jhangvi.
Os xiitas correspondem a cerca de 20% da população de 145 milhões do Paquistão, que é um país de maioria sunita.
Milhares de pessoas foram mortas em episódios de violência atribuídos a militantes das comunidades sunita e xiita desde o fim dos anos 1980.