Cerca de 400 mil manifestantes, de acordo com os organizadores, participaram nesta segunda-feira de protestos em Hong Kong contra a nova lei anti-subversão que está sendo implementada pelo governo chinês.
Os manifestantes reclamavam que a nova lei de segurança nacional – que deve entrar em vigor na próxima semana – é uma ameaça à liberdade política, religiosa e da imprensa.
Os protestos coincidem com o sexto aniversário da volta de Hong Kong ao domínio chinês. Durante o início desta terça-feira, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, esteve no território para participar de eventos comemorativos.
A polêmica lei - artigo 23 - prevê que o território de Hong Kong decrete normas que proíbam, entre outras coisas, "atos de subversão" contra o governo chinês ou "roubos de segredos de Estado".
Atividades
A nova lei também prevê a criação de normas para proibir que organizações estrangeiras realizem atividades políticas na região.
O artigo 23 vem sendo proposto dentro de um pacote de medidas para Hong Kong, que foram negociadas pela China e a Grã-Bretanha, que até então tinha o controle do território.
No entanto, muitos moradores acreditam que a lei vai limitar a liberdade da população.
A própria Grã-Bretanha e a União Européia já lançaram críticas contra a nova lei, alegando que as medidas podem colocar em risco a autonomia do território.
Mas as autoridades de Hong Kong rejeitam as críticas. "O temor de que a liberdade será cerceada é totalmente infundado", disse a secretária de Segurança de Hong Kong, Regina Ip.