O encontro desta terça-feira entre os líderes palestino e israelense terminou com uma possível redução na restrição de movimento imposta ao presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, impedido de deixar o seu escritório em Ramala desde dezembro de 2001.
Segundo as primeiras informações, o encontro também teria tratado da reativação de comitês formados durante os esforços de paz dos anos 90 para discutir segurança, libertação de prisioneiros e questões legais
Segundo a agência de notícias AFP, o porta-voz de Ariel Sharon, Raanan Gissin, os dois líderes tiveram um encontro "construtivo". O porta-voz da Casa Branca – que apóia o novo plano de paz –, Ari Fleischer, disse que o encontro foi um momento encorajador.
Antes do encontro, Sharon e Abbas fizeram uma aparição conjunta e falaram de seu desejo pela paz.
Desejo pela paz
Após um aperto de mão, os dois líderes disseram que seus povos não são inimigos.
O primeiro-ministro israelense reiterou a sua promessa de fazer concessões dolorosas para que a paz possa ser alcançada, mas avisou que a sua responsabilidade primordial é manter a segurança dos israelenses.
"Não haverá nenhuma concessão com terror. Não haverá paz com terror", afirmou Sharon.
Abbas – também conhecido como Abu Mazen – disse que, pelo diálogo, os dois lados podem deixar o passado para trás.
"Cada dia que passa sem um acordo é uma oportunidade perdida. Cada pessoa morta é uma tragédia", afirmou o primeiro-ministro palestino.
"Então, chega de mortes, chega de tragédia, chega de dor. Vamos para frente", completou.
Retirada de tropas
O encontro entre Ariel Sharon e Mahmoud Abbas foi realizado à medida em que Israel finaliza os preparativos para a retirada das tropas da cidade de Belém, na Cisjordânia.
As forças de segurança palestinas deverão retomar o controle da cidade na quarta-feira.
A retirada será a primeira na Cisjordânia. Uma retirada parcial ocorreu no domingo no norte da Faixa de Gaza.
O novo plano de paz para a região prevê a retirada de tropas israelenses de locais ocupados depois da atual intifada palestina, que teve início há três anos.