As negociações sobre os procedimentos de segurança entre representantes de Israel e da Autoridade Palestina registraram um "progresso real", de acordo com autoridades palestinas.
Fontes afirmam que o diálogo desta sexta-feira ajudou a remover os principais obstáculos remanescentes para a retirada militar israelense de partes do norte da Faixa de Gaza e da cidade de Belém, na Cisjordânia.
O governo israelense não fez comentários sobre o assunto.
O suposto avanço acontece num dia em que um ataque de Israel na cidade de Gaza matou ao menos três palestinos suspeitos de serem militantes armados e um civil.
Acordo
O embaixador americano em Israel, Dan Kurtzer, e John Wolf, enviado por Washington para monitorar a implementação de um acordo de paz na região, participaram das negociações entre o chefe de segurança palestino, Mohammed Dahlan, e o general israelense Amos Gilad.
De acordo com o plano de paz para o Oriente Médio, Israel deve se retirar de territórios palestinos ocupados após o início do atual conflito, em setembro de 2000.
Em contrapartida, o governo do premiê palestino, Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, deve controlar as atividades de grupos armados e impedir atentados.
Segundo relatos, as duas principais organizações militantes palestinas, o Hamas e a Jihad Islâmica, estariam preparando um comunicado anunciando um cessar-fogo já neste fim de semana.
O analista para o Oriente Médio da BBC, Roger Hardy, diz que a retirada israelense e o cessar-fogo do Hamas podem ser anunciados propositalmente no momento em que a assessora de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, chega à região.
Hamas
Nas primeiras horas desta sexta-feira, soldados israelenses invadiram o subúbio de Moraka, em Gaza.
De acordo com o diário Haaretz, os militares receberam informações de que os militantes preparavam um atentado iminente no local.
Quando se aproximaram da casa de um importante integrante do Hamas, Adnan Al-Ghoul, uma bomba explodiu, ferindo um soldado israelense, disse o diário.
Os militares cercaram a residência, apoiados por tanques e helicópteros. Houve troca de tiros. As tropas colocaram explosivos e demoliram a casa.
Os palestinos disseram que entre os mortos no combate estão o sobrinho de Al-Ghoul, assim como um membro da Jihad Islâmica.
Adnan Al-Ghoul não estava no local no momento da operação, confirmaram fontes israelenses e palestinas.
Médicos palestinos disseram ainda que um homem de 30 anos que não tinha ligação com os militantes também morreu no enfrentamento, que durou duas horas.