Flávio Saretta lamentou não ter repetido no jogo desta sexta-feira contra o espanhol Feliciano López a atuação que teve na partida contra o argentino Agustín Calleri.
"Eu estava bem displicente, bem desconcentrado. Eu não estava em um dia bom dia, e ele estava no dia dele. Os saques dele entravam sempre", disse logo depois de sua derrota por 3 sets a 0 (6/4, 6/4, 6/4) para López.
O saque de López fez mesmo a diferença. O espanhol conseguiu 18 aces contra 6 de Saretta.
"Eu sei como ele joga. Se ele não estivesse sacando tanto... e pelo o que eu conheço do Lopez, ele não saca tanto assim", afirmou.
Chuva
A partida foi interrompida duas vezes pela chuva, no fim do primeiro set e no meio do segundo.
"A chuva acabou me atrapalhando, mas poderia ter me ajudado. Então isso não é desculpa", afirmou.
Saretta teve na torcida o tenista André Sá, que se classificou nesta sexta-feira para a terceira rodada da chave de duplas, ao lado do eslovaco Dominik Hrbaty.
Sá e Hrbaty derrotaram os tchecos Ota Fukareka e Petr Luxa por 3 sets a 1 (5/7, 6/4, 6/4, 6/4).
Saretta não tinha só o apoio da torcida brasileira. Um grupo de franceses passou o jogo gritando "Allez, Flaviô".
Do lado de Lopez, a torcida foi reforçada por uma celebridade: o golfista Sergio Garcia, que, sem conseguir lugar, assistiu à partida sentado sobre a cerca.
Saretta deixou Wimbledon apressado. Ele já tinha um vôo marcado para o Brasil, onde espera passar com a família o aniversário de 23 anos neste sábado.
O presente já está escolhido.
"Quero minha cama, meu pateta, que eu tenho desde molequinho. Quero abraçá-lo e esquecer de tênis um pouco."
O balanço de Wimbledon foi positivo.
"Ganhei um jogo muito bem lutado (contra Agustín Calleri), que eu vou guardar na minha cabeça para sempre."