O governo da Suécia concordou em permitir que a ex-presidente servo-bósnia Biljana Plavsic cumpra sua pena de onze anos de prisão por crimes de guerra em uma penitenciária sueca.
O Ministério da Justiça afirmou que Plavsic chegou a um centro de detenção em Estocolmo e será transferida em breve para uma prisão permanente.
Plavsic, de 72 anos de idade, é o político de mais alto escalão a ser condenado pelo tribunal internacional de Haia.
Ela foi considerada culpada, em fevereiro, de perseguir croatas e muçulmanos durante a Guerra da Bósnia.
Morte
O juiz disse que Plavsic foi envolvida na deportação e morte de milhares de pessoas na república separatista da Sérvia, em meados da década de 90.
Mas ele levou em conta o fato de que a ex-líder servo-bósnia admitiu sua responsabilidade, sentiu remorsos por seus crimes e se entregou às autoridades voluntariamente.
Plavsic deverá cumprir sua sentença em Hinseberg, a única prisão de alta-segurança da Suécia.
Críticos manifestaram preocupação com as condições da prisão, alegando que são confortáveis demais e Plavsic será libertada cedo.
Mas, segundo a agência de notícias Reuters, o ministro da Justiça da Suécia, Thomas Bodstrum, disse que o governo pode não seguir sua prática costumeira de conceder liberdade condicional depois do cumprimento de dois terços da sentença.
O antigo colaborador de Plavsic, o líder servo-bósnio Radovan Karadzic, ainda está foragido.