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Acordo de cessar-fogo fracassa na Libéria

O correspondente da BBC na região, Jonathan Paye-Layleh, disse que várias pessoas morreram atingidas pelos bombardeios em áreas residenciais na periferia da cidade.

Os moradores temem uma repetição dos brutais conflitos de rua ocorridos durante a guerra civil dos anos 90.

As duas partes do conflito acusam a outra de ter violado um cessar-fogo acertado na semana passada.

Fim do diálogo

Na terça-feira, os rebeldes da Lurd (Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia) anunciaram a sua retirada do diálogo de paz após o presidente Charles Taylor ter declarado que não vai renunciar antes de janeiro do ano que vem.

A Lurd dizia que Taylor havia aceitado deixar o poder no mês que vem como parte de um acordo de cessar-fogo.

Os rebeldes enfrentaram tropas do governo perto da ponte St. Paul, a cerca de 10 km do centro de Monróvia.

"Pessoas foram despedaçadas", disse o vice-ministro da Defesa, Austin Clark, comentando os disparos contra áreas residenciais.

Milhares de liberianos, assustados com a aproximação do combate na direção da capital, se dirigiram ao centro da cidade, procurando refúgio em escolas, estádios e outros edifícios.

"Continuaremos a correr e correr - não há fim à nossa corrida", disse uma mulher, fugindo da periferia de Monróvia.

No início do mês, pelo menos 300 pessoas morreram quando os rebeldes chegaram a ficar a 5 km da cidade, antes de serem obrigados a recuar.