18 de junho, 2003 - 00h35 GMT (21h35 Brasília)
David Beckham, capitão da seleção inglesa de futebol e maior estrela do Manchester United, assinou um acordo de R$ 118 milhões para jogar no Real Madrid.
O clube espanhol deve pagar R$ 25 milhões imediatamente. Outros R$ 59 milhões serão pagos em parcelas nos próximos quatro anos. O restante só será pago se a performance do Real Madrid na Liga dos Campeões for "satisfatória".
O acordo determina que o meia inglês jogue por pelo menos quatro anos na equipe mais estrelada do futebol mundial, que já conta com Ronaldo, Roberto Carlos, Figo, Zidane e Raúl, entre outros.
"Reconheço que é uma oportunidade incrível para mim nesse estágio da minha carreira e uma experiência estimulante e especial para a minha família", disse Beckham, ao anunciar a notícia.
Arrependimento
"Eu sei que eu me arrependeria para sempre se eu tivesse recusado a chance de jogar em outro grande clube como o Real Madrid", disse Beckham.
"Conheço David desde que ele tinha 11 anos. Foi um prazer ter visto ele se tornar o jogador que se tornou", afirmou Alex Ferguson, técnico do Manchester United.
O futuro de Beckham tinha sido fonte de intensa especulação da mídia nas últimas semanas. O Barcelona tentava se mostrar à frente na disputa pelo jogador, mas havia até especulações de que os italianos Milan e Inter poderiam comprá-lo.
A notícia da transferência para o Real Madrid é um balde de água fria no Barcelona e no seu novo presidente, Juan Laporta, que prometeu levar o meia inglês para o seu time.
Beckham deve se apresentar ao Real Madrid no dia 2 de julho.
Declaração oficial
"O acordo deve ser completado em julho, dependendo de aprovação dos comitês administrativos do Manchester United e do Real Madrid e com garantias satisfatórias de pagamento", disse o clube inglês em um comunicado.
"Beckham fez um acordo pessoal com o Real Madrid e espera assinar seu novo contrato com o time."
"Ao mesmo tempo em que estamos tristes de ver David ir embora depois de tanto anos aqui, nós acreditamos que é um bom acordo para o clube", completou Peter Kenyon, presidente do Manchester.