14 de junho, 2003 - 12h45 GMT (09h45 Brasília)
Roger Hardy
O aumento da violência entre israelenses e palestinos é um desafio ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que apenas na semana passada visitou o Oriente Médio e disse estar pessoalmente comprometido em reviver o processo de paz.
E o que pode o presidente americano fazer para mostrar sua seriedade?
O que ficou claro é que o encontro na Jordânia há uma semana - em que o presidente Bush e os primeiro-ministros israelense e palestino prometeram trabalhar pela paz - carecia de um ingrediente vital: um mecanismo claro de continuidade.
Bush deixou para as duas facções a tarefa de fortalecer a confiança no plano de paz, enquanto esperava que um experiente diplomata americano, John Wolf, visitasse a região para monitorar o desempenho de ambas as partes.
Urgência
Wolf deve chegar nesta semana - e após o último atentado, a Casa Branca deve estar ansiosa para que ele comece a trabalhar assim que possível.
Apenas isso, no entanto, não vai ser suficiente.
O problema essencial é que a liderança palestina parece incapaz de, e os israelenses não parecem dispostos a, romper com o ciclo da violência.
Em público, Ariel Sharon insiste em afirmar o direito de Israel de adotar qualquer ação que julgue necessária em sua guerra contra o Hamas.
E o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas (também conhecido como Abu Mazen), parece incapaz de impedir os ataques suicidas, dada a fraqueza das forças de segurança palestinas e a fúria da população ante os repetidos ataques a míssil na Faixa de Gaza.