14 de junho, 2003 - 15h38 GMT (12h38 Brasília)
Pelo menos cinco palestinos morreram nesta quinta-feira à tarde, em novo ataque de helicópteros israelenses à Faixa de Gaza.
Testemunhas disseram que entre os mortos estava Yasser Taha, um líder do grupo fundamentalista Hamas procurado por Israel há algum tempo. Sua mulher e filha também teriam sido mortas no bombardeio.
O novo ataque aconteceu depois de o Exército israelense ter recebido ordens para "eliminar" o Hamas, usando todos os meios disponíveis.
Ao mesmo tempo, o grupo fundamentalista palestino Hamas havia ameaçado cometer novos atentados em Israel, um dia depois do atentado em Jerusalém, em que um extremista suicida explodiu um ônibus, provocando a morte de 16 pessoas.
Ameaça
A ordem do governo afirma que todos os membros do Hamas, "do mais baixo escalão ao xeque Ahmed Yassin (líder espiritual)", são "alvos legítimos".
Depois do atentado de quarta-feira, helicópteros israelenses bombardearam carros de líderes do Hamas na Faixa de Gaza, provocando a morte de nove pessoas.
O recrudescimento do conflito ocorre num momento em que o otimismo voltava à região após uma cúpula de paz na Jordânia, na semana passada, que reuniu os premiês israelense, Ariel Sharon, palestino, Mahmoud Abbas, e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
Na terça-feira, após um ataque de três grupos palestinos contra soldados israelense, helicópteros do Exército israelense dispararam mísseis contra o carro em que viajava Abdel-Aziz Al-Rantissi, principal líder político do Hamas na Faixa de Gaza.
Vingança
Rantissi ficou ferido e, ainda do hospital, prometeu vingança - o que ocorreu no dia seguinte com a explosão de um ônibus, em Jerusalém Ocidental.
Vários líderes ocidentais condenaram os ataques do Hamas e as retaliações israelenses e convocaram os governos de Israel e da Autoridade Palestina a dar sequência aos compromissos assumidos no plano de paz conhecido como "Rota para a paz" para o Oriente Médio.
Bush condenou o Hamas pelo atentado em Jerusalém e pediu que sejam cortados os canais de financiamento a organizações terroristas.
Reunidos em Paris, o presidente francês, Jacques Chirac, e o premiê britânico, Tony Blair, também criticaram a volta da violência e defenderam um retorno ao processo de paz.