Brasil x Japão: acompanhe o primeiro jogo da Seleção no mata-mata da Copa

Resumo da partida

Copa do Mundo da FIFA
- Primeira fase do mata-mata
Brazil versus Japan kick off 18:00
Brasil
18:00
plays
Japão

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Por João Fellet, Marina Rossi e Giulia Granchi, da BBC News Brasil em São Paulo e Houston (com assistência de IA)

  1. Fãs de Neymar e calor acima dos 30°C em frente ao Houston Stadium

    Brasil x Japão ao vivo

    Crédito, BBC/Giulia Granchi

    Por Giulia Granchi, da BBC News Brasil em Houston

    Neymar ainda é um dos jogadores favoritos dos torcedores aqui na frente do Houston Stadium, principalmente entre as crianças. A maioria dos fãs também citam o camisa 10 quando perguntamos quem eles acham que fará um gol hoje.

    O calor também é personagem importante hoje em Houston. Neste momento, os termômetros marcam cerca de 32°C, mas a sensação nos arredores do estádio é ainda mais pesada por causa da umidade.

    O Brasil acabou dando o azar de pegar um jogo no horário mais duro do dia, bem ao meio-dia, quando o sol castiga mais. Ainda assim, alguns torcedores que acompanharam a seleção em Miami dizem que lá o calor parecia ainda pior (uma lembrança de como as condições climáticas têm sido um desafio extra para jogadores e fãs nesta Copa).

    Brasil x Japão ao vivo

    Crédito, BBC/Giulia Granchi

    Legenda da foto, Neymar ainda é o favorito, especialmente entre as crianças
  2. Os 2 'craques' com que o Japão espera surpreender o Brasil

    A seleção japonesa chega ao Mundial deste ano com uma geração considerada a mais talentosa de sua história, e apresenta um futebol organizado, de alta intensidade e com muita velocidade.

    Apesar da evolução recente, o Japão desembarcou no Mundial com desfalques importantes. Jogadores como Wataru Endo (Liverpool), Takumi Minamino (Mônaco) e Kaoru Mitoma (Brighton) foram cortados da competição por lesão. Takefusa Kubo também ´se lesionou durante a Copa e está fora da partida contra o Brasil. ´

    Com isso, os principais destaques da equipe nesta segunda são:

    Ayase Ueda: O atacante de 27 anos, que atua sob o comando de Robin van Persie no Feyenoord, chega em grande fase. Ele foi o artilheiro isolado da liga holandesa nesta temporada e marcou o gol da vitória histórica do Japão sobre o Brasil, em outubro do ano passado.

    Daizen Maeda: Atacante do Celtic, também é uma das principais apostas da seleção japonesa. Depois de passar 17 jogos sem marcar entre janeiro e abril, ele reagiu no fim da temporada e anotou nove gols em sete partidas, sendo peça importante na conquista de uma improvável dobradinha nacional.

    Jogador japonês com bola aos pés

    Crédito, Getty

    Legenda da foto, Ayase Ueda joga no Feyenoord, da Holanda
    Daizen Maeda

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Daizen Maeda joga no Celtic, da Escócia
  3. O histórico de confrontos entre Brasil e Japão

    Partida entre Brasil e Japão antes da Copa de 2026

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Brasil só perdeu uma vez do Japão na história

    As duas seleções já se enfrentaram 14 vezes. O Brasil soma 11 vitórias, dois empates e apenas uma derrota.

    O único triunfo japonês aconteceu em outubro do ano passado, quando venceu a seleção comandada pelo técnico Carlo Ancelotti por 3 a 2 em amistoso disputado no Estádio Nacional do Japão, em Tóquio.

    Em Copas do Mundo, as seleções se enfrentaram uma única vez. Foi na fase de grupos do Mundial de 2006, na Alemanha.

    Na ocasião, a Seleção Brasileira venceu por 4 a 1, terminou na liderança da chave e avançou às oitavas de final. O Japão, por sua vez, foi eliminado ainda na primeira fase.

    Nesta Copa do Mundo, porém, o Japão tem mostrado que chega em um patamar diferente ao mata-mata.

    Os japoneses garantiram vaga no Mundial fazendo uma das melhores campanhas de sua história nas Eliminatórias Asiáticas. Ao todo, foram 13 vitórias, dois empates e uma derrota.

  4. De 'aluno' a rival na Copa: como Brasil ajudou Japão a dar um salto no futebol

    Zico

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Zico foi um dos brasileiros que ajudaram futebol japonês a progredir

    A seleção brasileira entra em campo contra o Japão em um duelo que carrega uma relação construída ao longo de décadas. Antes de se consolidar como uma das principais forças do futebol asiático, o Japão teve no Brasil uma referência dentro e fora de campo, com influência de jogadores, treinadores e dirigentes brasileiros.

    Hoje, o cenário é outro. O Japão chega como uma seleção capaz de competir em alto nível, segundo os especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

    Para Zico, um dos brasileiros que mais contribuiu para a evolução do futebol no Japão, o confronto exige atenção.

    "É um jogo em que os dois times propõem jogo. O Brasil precisa ter cuidado com a velocidade e a movimentação dos caras, porque eles não param", afirmou Zico a um podcast no sábado.

    "A relação do futebol brasileiro com o japonês é como a de professor e aluno, mestre e discípulo", resume o jornalista esportivo Tiago Bontempo, autor do livro Samurais Azuis: a História do Futebol no Japão.

    Para ele, a Copa do Mundo de 1970, a primeira transmitida pela televisão japonesa, marcou o início da aproximação de uma geração de jogadores com o futebol brasileiro. Saiba mais sobre a relação entre Brasil e Japão no futebol nesta reportagem de Priscila Carvalho para a BBC News Brasil.

  5. 'Um novo Brasil vem surgindo - e Cunha é peça chave'

    Matheus Cunha com a mão ao peito

    Crédito, Getty Images

    A seleção brasileira chega às oitavas de final em evolução, e Carlo Ancelotti parece ter encontrado sua equipe ideal, diz o ex-jogador brasileiro Lucas Leiva, comentarista de esporte da BBC. Para ele, o time ganhou confiança a cada jogo, e Matheus Cunha tem sido peça-chave com sua movimentação, atuando como um atacante que também recua para criar jogadas, em um estilo comparado ao de Roberto Firmino.

    "A lesão de Raphinha abriu espaço para Rayan, o que aumentou a liberdade de Cunha e de Vinicius Jr. Agora, Ancelotti tem diferentes opções para o ataque, mas Cunha conquistou a confiança dos torcedores e se tornou o favorito para a posição de centroavante", diz Leiva.

    Segundo ele, o principal mérito de Ancelotti é sua capacidade de adaptação. "O Brasil não busca dominar a posse de bola o tempo todo, mas controlar os jogos com pressão organizada e aproveitar os erros do adversário, estratégia que funcionou na fase de grupos."

    Ele afirma que a equipe também mudou do 4-2-3-1 para o 4-3-3, dando mais proteção a Casemiro e equilíbrio ao meio-campo. "Os laterais têm papel mais defensivo do que em gerações anteriores, permitindo que Vinicius Jr. permaneça mais avançado", avalia.

    Com apenas um gol sofrido e sete marcados na fase de grupos, Lucas Leiva vê motivos para otimismo antes do confronto com o Japão. "Após um início cercado de dúvidas, a confiança da torcida brasileira voltou graças ao bom desempenho da equipe", afirma.

  6. Festa brasileira nos arredores do estádio

      • Author, Giulia Granchi
      • Role, Da BBC News Brasil em Houston

    Horas antes da bola rolar em Houston, no Texas, o clima já é de festa nos arredores do estádio. Torcedores brasileiros se concentram nos arredores da arena, vestidos de verde e amarelo, cantando músicas tradicionais para empurrar a seleção.

    Uma das mais ouvidas faz uma viagem pela história das conquistas brasileiras, lembrando Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo Fenômeno — uma forma de celebrar os cinco títulos mundiais e alimentar a esperança de que o Brasil possa dar mais um passo rumo ao hexa nesta tarde.

    Homem vestido de padre com bandeira do Brasil
    Torcedores com uniformes do Brasil e réplica da Copa do Mundo
    Torcedores com bandeiras do Brasil e Japão
  7. Ancelotti faz mistério sobre escalação

    Carlo Ancelotti

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Ancelotti deve repetir escalação do jogo anterior, mas não confirma a jornalistas

    O técnico da seleção, Carlo Ancelotti, se recusou a dar a escalação do time que vai a campo contra o Japão em entrevista na véspera da partida, no domingo.

    "Não quero dar a escalação. Não quero que vocês vão para o estádio mais tranquilos. Se dou a escalação agora, vocês ficam tranquilos. Vou pensar um pouco mais, aí vocês pensam mais também", disse o italiano, quando questionado sobre a formação da equipe.

    Mesmo assim, comentaristas avaliam que ele repetirá a escalação da partida anterior, começando o jogo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Jr.

    “Precisamos de muitas coisas: mente, coração, ideia clara. Temos que estar preparados para tudo que pode acontecer numa eliminatória, e numa eliminatória pode acontecer muitas coisas”, disse Ancelotti.