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Pornhub: a investigação que fez a plataforma pornô remover milhões de vídeos
O site de vídeos adultos Pornhub removeu a maioria dos vídeos e suspendeu todos os envios não verificados, em meio a uma investigação por conteúdo ilegal.
A Mastercard, um dos maiores provedores de pagamento do mundo, retirou sua plataforma do site na semana passada por conta do escândalo.
Uma reportagem do jornal The New York Times acusou o site de estar "infestado" de vídeos relacionados a abuso sexual infantil e estupro.
O Pornhub diz que as novas medidas adotadas são agora mais rígidas do que qualquer plataforma de rede social.
A mudança significa que apenas vídeos enviados por parceiros de conteúdo verificados e pessoas apresentadas nos vídeos, que são membros de seu programa modelo, permanecem online.
A maior parte do conteúdo do site foi carregada por membros não verificados da comunidade. Milhões de vídeos foram removidos como resultado dessa nova política.
O Pornhub também afirma que está sendo alvo de organizações que querem abolir a pornografia, em vez de ser avaliado por seus méritos.
'Porque somos uma plataforma adulta'
O movimento mais recente baseia-se nos esforços anteriores do Pornhub para lidar com a polêmica gerada pelo texto do The New York Times.
O site diz que "suspendeu" os vídeos e que os deixou offline, em vez de descrevê-los como excluídos.
O Pornhub afirma ainda que planeja introduzir um sistema de verificação para usuários regulares no próximo ano.
"Isso significa que todo o conteúdo do Pornhub é de uploaders verificados, um requisito que plataformas como Facebook, Instagram, TikTok, YouTube, Snapchat e Twitter ainda precisam aderir", escreveu o site.
"É claro que o Pornhub está sendo atacado não por causa de nossas políticas e como nos comparamos com nossos colegas, mas porque somos uma plataforma de conteúdo adulto."
O site alega que grupos "dedicados a abolir a pornografia (e) banir o material que eles afirmam ser obsceno" estão por trás de seus problemas.
Alegações
O artigo de Nicholas Kristof descreveu como o site apresentava milhares de resultados para pesquisas por meninas menores de idade e contava as histórias de várias vítimas de estupro e abuso que encontraram vídeos desses crimes na plataforma online.
Uma investigação da BBC no início deste ano revelou o caso de uma mulher que descobriu o vídeo de seu estupro quando era uma menina de 14 anos no site.
O artigo de Kristof perguntou por que os bancos, motores de busca e empresas de cartão apoiam o Pornhub, dadas as alegações — e citou a Mastercard como um exemplo.
A Mastercard lançou uma investigação e decidiu cortar relações com o Pornhub logo depois. A Visa está realizando uma investigação semelhante.
A mudança pode ter um impacto significativo na empresa. Embora seja de uso gratuito, o Pornhub cobra US$ 9,99 (cerca de R$ 50) por mês por conteúdo exclusivo e vídeo de alta qualidade.
A empresa-mãe do Pornhub, a MindGeek, disse anteriormente que as alegações eram "irresponsáveis e flagrantemente falsas".
Em sua análise anual mais recente, o Pornhub disse que teve 42 bilhões de visitantes em 2019 e mais de 6,83 milhões de vídeos foram enviados, com um tempo de exibição combinado de 169 anos. Não disse quantos moderadores empregou.
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