O pedido de desculpas de canal de TV americano por tirar do ar propaganda com beijo lésbico 

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O chefe-executivo da Hallmark Cards pediu desculpas pela decisão de retirar do ar propagandas com casais do mesmo sexo veiculadas pelo canal de TV da empresa.

A medida controversa atingiu peças publicitárias do site de casamentos Zola, depois de uma campanha feita pelo grupo conservador One Million Moms (Um Milhão de Mamães, em tradução livre).

A decisão da Hallmark levou a críticas em redes sociais e pedidos de boicote, e a companhia decidiu reexibir as propagandas e tentar restabelecer sua parceria comercial com a Zola.

"Nós pedimos desculpas sinceras pelos danos e desapontamentos que causamos", afirmou o presidente e chefe-executivo da Hallmark, Mike Perry.

Em comunicado, a companhia afirmou que está trabalhando com o Glaad, organização não governamental de defesa dos direitos da comunidade LGBT, a fim de melhor representar essas pessoas no portfólio de suas marcas.

Fúria nas redes sociais

A decisão original de retirar as propagandas do ar despertou críticas de diversos homossexuais famosos, a exemplo do pré-candidato democrata à Presidência Pete Buttigieg e da apresentadora Ellen DeGeneres.

O governador da Califória, Gavin Newsom, e a conta americana da Netflix também criticaram a decisão.

A hashtag em defesa de um boicote ao canal foi retuitado milhares de vezes.

O programa humorístico Saturday Night Live fez uma esquete satirizando a decisão da Hallmark. "Aqui é Emily Cringle, da Hallmark, te lembrando de se manter hétero aí."

Um Milhão de Mamães

A decisão original de retirar os anúncios do ar foi motivada por denúncias do grupo ativista conservador One Million Moms.

A organização online é ligada à American Family Association (Associação da Família Americana), adversária antiga dos direitos LGBT.

A entidade afirmou ter conversado com Bill Abbott, executivo-chefe da empresa-mãe da Hallmark, Crown Family Networks, e ouvido dele que o anúncio tinha ido ao ar por engano.

Sob pressão do grupo conservador, a Crown Media notificou Zola que quatro de seus anúncios não seriam mais veiculados, com a explicação de que a companhia "não tem permissão para aceitar peças criativas consideradas controversas".

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