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06 de fevereiro, 2006 - 14h58 GMT (12h58 Brasília)

Até onde vão os limites da liberdade de expressão?

As manifestações de revolta e indignação de muçulmanos em vários cantos do mundo por causa da charge retratando Maomé, publicada em um jornal dinamarquês, trouxeram à tona a discussão sobre os limites da liberdade de expressão e sobre a difícil relação entre o Ocidente e mundo islâmico.

A revolta foi marcada por protestos tensos em frente à embaixadas da Dinamarca, França e de outros países europeus, no Afeganistão, Líbano, Síria, Tailânida, Indonésia, Sudão, Índia e na Faixa de Gaza.

As charges apareceram inicialmente no jornal dinamarquês Jyllands-Posten em setembro e foram posteriormente republicadas por jornais de países como Alemanha, Itália, Holanda e Espanha – todos dizendo estar exercendo seu direito à livre expressão.

Elas associam o profeta Maomé ao terrorismo dos extremistas islâmicos. Os muçulmanos são proibidos de fazer representações gráficas de Deus ou de Maomé e consideram as caricaturas um insulto.

Os governos dos EUA e da Grã-Bretanha criticaram os jornais europeus que republicaram as charges do profeta Maomé, dizendo não ser aceitável insultar grupos ou religiões em nome da liberdade de expressão.

Outros governos, como o da Alemanha, se recusaram a condenar as republicações, defendendo o direito dos veículos e comunicação à livre expressão.

Mas essa liberdade não deve ter limites ? Até que ponto é necessário levar em consideração a crença de outras pessoas ? Ou será que os muçulmanos têm que ser mais tolerantes e aceitar a liberdade de imprensa ? Como essa caso afetou as relações entre o Ocidente e o mundo muçulmano ?

Perguntas como essas serão respondidas por convidados do programa Panorama BBC deste domingo.

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