12 de janeiro, 2007 - 11h54 GMT (09h54 Brasília)
A maior empresa produtora de petróleo da China, a PetroChina, anunciou nesta sexta-feira os seus planos de produzir etanol a partir de pedaços de madeira ou palha, em parceria com a Administração Estatal de Florestas do país.
O anúncio foi feito por um comunicado da empresa, que é um braço com capital misto da estatal chinesa de petróleo, a Corporação Nacional de Petróleo da China.
A Petrochina não divulgou quais os valores envolvidos no projeto, mas revelou que pretende ter uma produção de dois milhões de toneladas de etanol até o ano de 2010.
A companhia não pretende usar nenhum tipo de grão como matéria-prima para a produção de seu etanol. A China vinha querendo limitar sua produção de etanol de milho, por causa de preocupações com abastecimento do produto para fins alimentícios.
“É um recurso altamente renovável”, afirma o comunicado da PetroChina. “Ele não compete com a indústria de recursos florestais, com o consumo humano de grãos e tanto o meio-ambiente quanto a companhia se beneficiam simultaneamente”.
Alternativa
O mundo tem mostrado um apetite crescente pelo uso de biocombustíveis, motivado pelos altos preços do petróleo, efeitos do aquecimento global e segurança do uso da energia.
Em conseqüência, os preços de grãos eventualmente usados na produção desses biocombustíveis têm se elevado no mercado internacional.
A produção de álcool de celulose surge como opção ao álcool feito com grãos, como nos Estados Unidos (onde o milho é o principal produto) ou a partir de cana-de-açúcar, como é o caso do Brasil.
A demanda por esses produtos aumentou a preocupação com o abastecimento para fins alimentares e com a redução da terra disponível para plantio de grãos destinados ao consumo humano.
A PetroChina pretende se tornar líder na produção de biocombustíveis. A construção de uma usina capaz de fazer 200 mil toneladas anuais de biodiesel também está nos planos da empresa.
O Brasil é o maior produtor mundial de álcool e líder de tecnologia no setor.