31 de julho, 2006 - 19h08 GMT (16h08 Brasília)
Oportunidades crescentes em mercados emergentes como Brasil, China e Índia fizeram com que a rede de bancos HSBC tivesse um lucro de 20% ou mais nestes países no primeiro semestre deste ano.
No Brasil, os lucros sem impostos descontados em serviços financeiros pessoais foram de US$ 67 milhões (cerca de R$ 146 milhões) e em negócios bancários comerciais foram de US$ 73 milhões (cerca de R$ 158 milhões).
O HSBC também registrou lucros de US$ 58 milhões (cerca de R$ 126 milhões) no país em negócios bancários corporativos, de investimentos e mercados durante o período.
Os lucros globais sem impostos descontados foram de US$ 12,5 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 27,3 bilhões), o equivalente a 18%, acima das expectativas do grupo.
Grandes lucros bancários
Segundo o HSBC, fortes mercados de capitais mundiais impulsionaram as receitas bancárias corporativas.
Na Grã-Bretanha, onde a rede reduziu sua quota no mercado de empréstimos não-hipotecários, ela alertou para crescentes dívidas.
O banco disse ter aumentado sua provisão para devedores duvidosos em US$ 613 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão), para US$ 3,9 bilhões (cerca de R$ 8,5 bilhões) no semestre passado, mas acrescentou que o ambiente de créditos corporativos e comerciais é "benigno".
Os lucros sem impostos descontados da divisão corporativa do HSBC tiveram um aumento de 37% nos primeiros seis meses de 2006, comparado com o mesmo período do ano passado.
"O ambiente de operação global tem sido altamente favorável, com uma economia americana estável e um Japão renascente equilibrando o efeito de aperto com taxas de juros mais elevadas na maioria dos países e os custos crescentes de energia", disse o presidente do grupo, Stephen Green.
O HSBC é o primeiro de uma série de grandes bancos britânicos que devem anunciar grandes lucros esta semana.
Um forte mercado imobiliário tem impulsionado o empréstimo hipotecário no Reino Unido, enquanto que mercados de ações crescentes produziram uma série de acordos lucrativos de fusão e aquisição.
O vice-governador do Bank of England, o banco central da Grã-Bretanha, John Gieve, recentemente se disse preocupado que bancos de investimento estavam arriscando-se cada vez mais na competição por novos negócios.
Apesar de não haver nenhuma crise iminente nos mercados mundiais, autoridades bancárias estão preocupadas que riscos crescentes possam aumentar o impacto de um grande problema, como, por exemplo, uma epidemia de gripe aviária.