18 de julho, 2006 - 11h45 GMT (08h45 Brasília)
A economia da China cresceu no primeiro semestre deste ano a uma taxa de 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
E no segundo trimestre deste ano a economia do país cresceu 11,3% em relação ao mesmo período no ano passado. O crescimento trimestral é o maior registrado pela economia chinesa em dez anos.
Apesar do número, o governo chinês afirma que medidas para conter a economia do país estão começando a surtir efeito.
Entre as medidas adotadas pela China, estão o controle do crédito na construção imobiliária, visando manter um nível sustentável de crescimento.
Cifras oficias mostram que as exportações chinesas tiveram um aumento de 25,8% em relação ao mesmo período em 2005, tendo atingido US$ 428 bilhões (cerca de R$ 950 milhões) nos primeiros seis meses do ano. O superávit comercial do país também teve uma elevação de 21,3% - o país importou US$ 367 bilhões no início no semestre.
O superávit comercial da China no período foi de US$ 61,5 bilhões, sendo que US$ 14,5 bilhões foram registrados somente no mês de junho. Isso pode fazer com que aumentem as pressões para que a China aumente o valor de sua moeda, o yuan.
Mesmo diante das cifras elevadas, o Instituto Nacional de Estatísticas do país classificou o nível atual de crescimento econômico como "moderado".
O governo da China disse ter proibido a construção de moradias luxuosas em novos terrenos, de modo a permitir que famílias de baixa renda possam comprar moradias. As autoridades chinesas afirmaram ainda que estão intensificando a fiscalização da concessão de empréstimos, para limitar "excesso de investimentos e aumento de dívidas", especialmente na construção civil.
De acordo com o governo da China, gastos elevados com construção podem provocar inflação e causar problemas para instituições financeiras caso os empreiteiros não consigam saldar suas dívidas.
O índice de preços ao consumidor - usado como o principal índice de medida da inflação - subiu 1,3% no primeiro semestre.