Os mercados de ações, de commodities e os títulos de mercados emergentes caíram nesta terça-feira, em meio a temores sobre a divulgação de dados sobre a inflação nos Estados Unidos e reagindo ao discurso duro do Federal Reserve (Banco Central americano) de que aumentos no índice de preços ao consumidor vão forçar aumentos nas taxas de juros.
O índice Nikkei do Japão caiu mais de 4%, na maior queda em dois anos, depois das quedas em Wall Street na segunda-feira.
Na Europa, o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, o CAC francês e o DAX alemão também abriram em queda de pelo menos 1,4% depois das primeiras horas de pregão.
O presidente do Bank of England, o Banco Central inglês, Mervyn King, aumentou ainda mais o nervosismo dos investidores, ao alertar para mais incerteza na economia global.
King disse a uma platéia de executivos na Escócia que as recentes flutuações das bolsas reflete a "incerteza" da economia mundial e que há "uma estrada acidentada" pela frente.
Dinheiro vivo
Analistas afirmaram que os mercados devem continuar voláteis até que haja mais certeza sobre o crescimento global e sobre os juros americanos.
O dólar também iniciou a semana mais forte, assim como os títulos do Tesouro americano, vistos como um porto seguro em tempos de incerteza.
"Dinheiro vivo é rei neste tipo de ambiente," disse Daniel Birch, um estrategista da corretora Execution. "Ninguém quer assumor riscos, porque ninguém sabe o que vai acontecer."
A alta do dólar já dura seis semanas.
O preço do barril de petróleo nos mercados de futuros caiu abaixo de US$70, com a primeira tempestade tropical da temporada de furacões do Atlântico - o furacão Alberto - se afastando dos poços de petróleo do Golfo do México.
O compasso de espera agora é em relação à divulgação dos preços aos produtores nos Estados Unidos, nesta terça. E do Índice dos Preços ao Consumidor, também nos Estados Unidos, na quarta-feira.