25 de maio, 2006 - 18h13 GMT (15h13 Brasília)
Os ex-diretores-executivos da Enron, Ken Lay e Jeffrey Skilling, foram condenados por fraude e conspiração no escândalo financeiro que levou ao colapso da empresa.
Os dois presidiam a gigante do setor energético norte-americano, quando ela faliu espetacularmente em 2001.
Depois de seis dias de deliberação, o juri considerou ambos os acusados culpados de mentir repetidamente para os investidores e para os empregados sobre a situação financeira da empresa.
Os dois agora correm o risco de passarem décadas atrás das grades. O juiz do caso ainda deve demorar alguns dias para divulgar a sentença.
Perdas
Logo após o anúncio do veredicto do júri, o advogado de defesa de Skiling voltou a insistir na inocência de seu cliente e prometeu "uma apelação completa e vigorosa".
A Enron passou de 7ª maior empresa dos Estados Unidos à falência, em meio a acusações de irregularidades em suas contas, levando consigo as economias e os empregos de milhares de pessoas.
As ações da Enron começaram a desabar em outubro de 2001, em meio a especulações sobre o desempenho real da empresa.
Dois meses depois, ela entrava com um pedido de falência e começavam a surgir alegações de que os altos executivos da Enron usavam empresas de paraísos fiscais para maquiar perdas.
A Arthur Andersen, que fazia a auditoria da empresa, também foi forçada a fechar as portas sob suspeita de ter feito um conluio com a Enron para esconder as falsificações de livros de contabilidade.
Em um processo separado, Lay também foi condenado por quatro acusações de fraude bancária, totalizando US$ 75 milhões (cerca de R$ 175 milhões).