10 de maio, 2006 - 23h45 GMT (20h45 Brasília)
O Federal Reserve, o Banco Central americano, aumentou nesta quarta-feira pela 16ª vez consecutiva sua taxa básica de juros, para 5% ao ano, o índice mais alto em cinco anos.
Analistas esperavam o aumento da taxa, que estava em 4,75%, nesta segunda reunião do Banco Central americano liderada pelo novo presidente, Ben Bernanke.
Em uma declaração divulgada junto com o novo índice o banco afirmou que poderá haver uma pausa da atual tendência de aumentos da taxa básica de juros.
Segundo o Fed a "extensão e o momento" de futuros aumentos vão depender de dados econômicos futuros.
Os analistas afirmaram que o mercado ainda está tendo problemas para decifrar os comentários de Bernanke depois de passar 18 anos interpretando relatórios do presidente anterior do Fed, Alan Greenspan.
Pausa
Em abril Bernanke disse ao Congresso americano que os aumentos na taxa básica de juros poderiam ter uma breve pausa "em algum momento no futuro", mesmo se os riscos de inflação não estivessem totalmente equilibrados.
Os comentários deram esperanças à Wall Street de que uma pausa no aumento da taxa de juros poderia ser iminente. Mas, depois, Bernanke reclamou a um jornalista afirmando que seus comentários foram mal interpretados.
O Fed enfrenta o desafio de tentar manter a inflação americana sob controle enquanto lida com previsões de um crescimento econômico mais lento.
Informações recentes mostraram que os preços ao consumidor americano aumentaram 0,3% em março para uma taxa anual de 2%.
E os últimos dados a respeito de emprego nos Estados Unidos enfatizam a perspectiva de desaceleração.
Os dados mostraram que 138 mil empregos foram criados nos Estados Unidos em abril, número mais baixo do que o esperado e o nível de criação de empregos mais baixo desde outubro de 2005.